No mês de junho de 2026 as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram a cifra de US$ 16,6 bilhões, o que representa um recorde histórico para os meses de junho. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior houve crescimento de 14,0%, ou em termos absolutos, US$ 2,0 bilhões. O agronegócio representou 45,7% do valor total exportado pelo Brasil ao mundo no sexto mês do ano, que foi de US$ 36,3 bilhões.
O aumento das exportações do agronegócio em junho se deu, principalmente, em função do crescimento das vendas de soja em grãos (+US$ 920,9 milhões em termos absolutos), de carne bovina in natura (+US$ 515,1 milhões), de carne de frango in natura (+US$ 317,5 milhões) e de farelo de soja (+US$ 290,4 milhões). Em termos gerais, o preço médio das exportações apresentou alta de 6,4% e o volume comercializado cresceu 7,2% ante junho de 2025, o que ensejou a obtenção da soma recorde em relação a todos os meses de junho.
As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, somaram US$ 1,7 bilhão, ou seja, 11,6% superior ao US$ 1,5 bilhão importado em junho de 2025. Cabe ressaltar também a aquisição de insumos à produção agropecuária, que estão fora desse montante, como por exemplo: fertilizantes (US$ 1,5 bilhão, +0,6%; 3,3 milhões de toneladas, -20,2%) e defensivos (US$ 496,8 milhões, -11,6%; 94,1 mil toneladas, -14,8%). (Comunicação Ministério da Agricultura e Pecuária).
Conab eleva estimativa da produção de grãos
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou pela décima vez consecutiva a estimativa para a safra brasileira de grãos e fibras em 2025/26. A produção deve alcançar 360,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,2% em relação ao ciclo anterior, impulsionada principalmente pela expansão da área cultivada, projetada em 83,5 milhões de hectares.
A soja deve atingir o recorde de 180,6 milhões de toneladas, alta de 5,3%, enquanto a produção de milho foi estimada em 141,7 milhões de toneladas. Desse total, 109,4 milhões de toneladas correspondem à segunda safra, cuja colheita chegou a 38,9% da área cultivada.
Entre as demais culturas, a produção de arroz deve recuar 13,1%, para 11,1 milhões de toneladas, e a de feijão deve somar 3 milhões de toneladas, volume considerado suficiente para atender ao consumo interno. A estimativa para o algodão em pluma é de 4,06 milhões de toneladas.
O trigo deve apresentar a maior retração entre as principais culturas de inverno. A produção foi projetada em 6 milhões de toneladas, queda de 23,5%, em decorrência da redução da área cultivada e da expectativa de menor produtividade.
Fonte: Examee Sistema Ocepar com adaptações da MundoCoop

