Cooperativas de crédito respondem por avanço da inclusão financeira no Brasil

Escrito em 08/01/2026
Mundo Coop

Por muito tempo, o cooperativismo de crédito foi tratado como um ator secundário no sistema financeiro. Era comum associar prestígio aos grandes bancos, não às cooperativas. Mas essa percepção não resiste a uma análise honesta dos números e da realidade de milhares de municípios brasileiros atualmente. No ano de 2024, as cooperativas cresceram 21% em ativos, muito acima dos 13% registrados pelo sistema financeiro tradicional.

Enquanto os bancos reduzem presença física e concentram operações, as cooperativas de crédito fazem o movimento inverso: avançam, se fazem presentes e ampliam o acesso a serviços financeiros. Isso impacta profundamente a vida real das pessoas.

A seguir, estão listadas três razões que explicam como o cooperativismo gera soluções que os bancos, simplesmente, não conseguem entregar.

  1. Onde entra uma cooperativa, o crédito fica mais barato

    Estudos do Banco Central mostram um padrão inequívoco: a presença de uma cooperativa em uma região leva bancos tradicionais a reduzir suas taxas. É o efeito da concorrência real. Não aquela dos discursos, mas a que surge de instituições que operam com foco direto na comunidade.

    O resultado é que todo o mercado melhora, não apenas os que são cooperados.
  2. O essencial vai além da tecnologia: resolve a vida financeira das pessoas

    O diferencial das cooperativas se vê no dia a dia. Elas atendem por WhatsApp, mantêm salas físicas onde bancos fecharam agências, enviam o gerente até o cooperado e resolvem demandas com agilidade e autonomia.

    Nos pequenos municípios, as cooperativas são muitas vezes a única porta de acesso ao sistema financeiro, algo que aplicativo nenhum substitui.

    Afinal, inovação não é somente oferecer soluções digitais: é proximidade e capacidade de entender a realidade de cada lugar.
  3. A inclusão financeira distribui oportunidades

    Mais de metade dos municípios brasileiros já conta com uma cooperativa de crédito. Aonde elas chegam, cresce o número de pessoas bancarizadas, o crédito chega aos pequenos negócios e a economia local ganha fôlego.

    O avanço das cooperativas não é somente econômico: é social. Elas reduzem desigualdades e ampliam oportunidades em regiões historicamente negligenciadas pelo sistema financeiro tradicional.

    O cooperativismo de crédito prova diariamente, em um sistema financeiro como o brasileiro – ainda concentrado e distante de boa parte da população –, que é possível combinar eficiência, proximidade e desenvolvimento local.

    Se quisermos mais inclusão financeira, o caminho não precisa ser inventado. Ele já existe. E passa, necessariamente, pelas cooperativas de crédito.

Fonte: O Tempo com adaptações da MundoCoop

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