Da produção ao mercado: a nova edição da Revista MundoCoop está no ar!

Escrito em 03/11/2026
MundoCoop

Produzir em escala já não resolve, sozinho, o desafio de competir em mercados cada vez mais conectados. A edição 136 da Revista MundoCoop olha para essa próxima etapa do cooperativismo e reúne experiências, debates e estratégias que mostram como organização, inovação e capacidade de chegar ao mercado começam a ganhar ainda mais peso no desenvolvimento do setor.

A matéria de capa parte da experiência chinesa para discutir como milhões de pequenos produtores conseguiram ampliar sua capacidade de negociação a partir de regras comuns, padronização, governança, marca e organização comercial. O contraste ajuda a colocar uma questão para o Brasil, que já conta com cooperativas produtivamente fortes e presença internacional relevante: como avançar também na comercialização, diversificar canais de venda e construir relações mais próximas com compradores?

Esse olhar para o futuro também aparece na entrevista com Luís Alberto Pereira, presidente do Sistema OCB/GO. Ao falar sobre os 70 anos da organização, ele aborda a expansão do cooperativismo em Goiás e os desafios que acompanham essa trajetória, como o uso da inteligência artificial, a profissionalização da gestão, o fortalecimento da governança, a ampliação da participação feminina e a aproximação com novas gerações.

A edição traz ainda uma cobertura especial do WCM’26, que reuniu mais de 2,5 mil participantes e 120 palestrantes em Belo Horizonte para discutir os próximos rumos do cooperativismo. Seguros, agronegócio, crédito, inteligência artificial e eficiência operacional estiveram entre os temas da programação. No mesmo evento, o CoopTalks Comunica, realizado pela MundoCoop, reuniu 980 pessoas em torno dos desafios de fortalecer marca, reputação e presença do cooperativismo na sociedade.

A série especial sobre os modelos internacionais de cooperativas de crédito também avança para seu segundo capítulo. Desta vez, Jamaica e Polônia mostram caminhos distintos diante de uma mesma necessidade: continuar relevante em mercados financeiros que mudam rapidamente. Enquanto as cooperativas jamaicanas investem em tecnologia preservando a proximidade com as comunidades, as instituições polonesas enfrentam o desafio de tornar seu diferencial mais claro em um país amplamente bancarizado.

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