Depois da escala, o que vem pela frente? | A nova edição da revista MundoCoop está no ar!

Escrito em 07/10/2026
MundoCoop

O cooperativismo financeiro ganhou escala, ampliou sua presença e fortaleceu estruturas que tornaram o setor capaz de competir em mercados cada vez mais complexos. A edição 135 da Revista MundoCoop parte desse novo estágio para olhar além das fronteiras brasileiras e entender como diferentes países estão respondendo a desafios que já atravessam todo o setor, da digitalização e da cibersegurança às novas exigências regulatórias.

A matéria de capa inaugura uma série especial em cinco episódios baseada no estudo The Business Models of Credit Unions: An International Comparison, do Swoboda Research Centre. O levantamento compara cooperativas de crédito de Brasil, Canadá, Estados Unidos, Austrália, Guatemala, Jamaica, Polônia e Irlanda e mostra que não existe uma fórmula única para organizar o cooperativismo financeiro. O primeiro episódio parte do Canadá e da trajetória do Desjardins, maior grupo financeiro cooperativo do país, para colocar sua experiência em perspectiva com o modelo brasileiro. Enquanto o Québec avançou para uma estrutura fortemente integrada, o Brasil desenvolveu diferentes sistemas que combinam compartilhamento de recursos, escala e presença territorial. A comparação ajuda a entender os desafios que surgem quando crescer deixa de ser suficiente e competitividade, inovação e proximidade passam a dividir o centro das decisões.

A edição também acompanha outras transformações em curso. Na editoria de Comunicação, uma reportagem mostra como a educação política tem ganhado espaço na preparação de dirigentes, cooperados e lideranças para acompanhar decisões públicas que afetam diretamente o setor. Em entrevista à MundoCoop, o especialista em growth marketing Felipe Godoy discute o que mantém uma marca relevante em um ambiente de atenção fragmentada e como posicionamento, comunidade e relacionamento podem aproximar organizações de seus públicos.

Na coluna Palavra do Tejon, José Luiz Tejon leva essa discussão para dentro das estratégias das cooperativas. Em “Vamos criar Coop CMO's: ambidestria essencial”, o especialista defende lideranças de marketing capazes de conciliar eficiência no presente com a construção do futuro, incorporando os valores cooperativistas às decisões de comunicação e posicionamento. Para Tejon, o cooperativismo precisa ocupar de forma consistente as estratégias de comunicação e ampliar a compreensão sobre aquilo que diferencia o modelo. Entre experiências internacionais, participação pública e novos desafios de comunicação e posicionamento, a edição 135 reúne diferentes perspectivas sobre os caminhos que começam a definir o próximo ciclo do cooperativismo.

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