Dia Internacional da Educação: cooperativismo ganha escala e reforça impacto educacional

Escrito em 29/04/2026
MundoCoop

Celebrado globalmente no dia 28 de abril, o Dia Internacional da Educação reforça a centralidade do ensino para o desenvolvimento social e econômico. No Brasil, apesar de avanços nas últimas décadas, os desafios seguem expressivos. Dados recentes apontam que milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades de acesso, permanência e aprendizagem, especialmente em regiões mais vulneráveis.

Entre os principais entraves estão a evasão escolar, sobretudo no ensino médio, a desigualdade regional e a limitação de infraestrutura. Há ainda um descompasso entre o conteúdo oferecido e as demandas do mundo contemporâneo, o que impacta diretamente o engajamento dos estudantes. Indicadores mostram que uma parcela significativa dos alunos não atinge níveis adequados de proficiência em leitura e matemática, evidenciando a necessidade de transformação nos modelos educacionais.

Programa A União Faz a Vida já alcançou mais de 143 mil estudantes, com a participação de cerca de 9 mil educadores em 496 escolas

Nesse cenário, o desafio vai além de ampliar matrículas. É preciso garantir qualidade, inclusão e conexão com a realidade dos estudantes, criando experiências de aprendizagem mais práticas, integradas e alinhadas às competências exigidas no presente e no futuro.

Educação em foco

Diante desse contexto, o cooperativismo tem ampliado sua atuação como agente complementar à educação formal, conectando formação, cidadania e desenvolvimento local. Iniciativas lideradas por cooperativas financeiras e educacionais vêm ganhando escala e mostrando resultados concretos.

No Sicredi, a educação é tratada como eixo estratégico. A instituição desenvolve programas voltados à formação de crianças, jovens e educadores, com destaque para ações que incentivam protagonismo e educação financeira. Em 2023, mais de 4 milhões de pessoas foram impactadas por essas iniciativas, evidenciando a capilaridade e o alcance do modelo cooperativo na promoção do conhecimento.

Em 2025, as iniciativas contemplaram alunos do 3º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, alcançando 432 municípios em 13 estados brasileiros, com a participação de mais de 700 escolas.

“Os programas A União Faz a Vida e Finanças na Mochila mostram como esse trabalho chega até as escolas, conecta o aprendizado com a realidade dos estudantes e fortalece valores que fazem diferença para o futuro. Quando investimos em educação, estamos formando pessoas mais conscientes, com visão crítica e um olhar mais voltado para o coletivo. E isso se reflete diretamente no desenvolvimento das comunidades onde o Sicredi está presente”, destaca a gerente de Sustentabilidade e Cooperativismo do Sicredi, Daniela Lepinsk Romio.

A Cresol também reforça esse movimento. Seus projetos educacionais já alcançaram mais de 33 mil crianças e adolescentes, com foco em educação financeira, cidadania e planejamento. As ações são estruturadas para aproximar o conteúdo da realidade dos participantes, contribuindo para decisões mais conscientes e para o fortalecimento do vínculo com a comunidade.

Para o presidente da Cresol Transformação, Cleiton Loch, iniciativas como essas reforçam o papel da educação na construção de uma sociedade mais colaborativa. “A educação é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento das comunidades. Quando levamos projetos para dentro das escolas, estamos contribuindo não apenas com o aprendizado, mas com a formação de cidadãos mais conscientes, cooperativos e preparados para o futuro”, comenta.

Construindo o futuro

Outro avanço relevante está na ampliação do programa Jovem Aprendiz dentro das cooperativas educacionais. Considerado um marco recente, o reconhecimento dessas organizações no modelo de aprendizagem profissional abriu espaço para que mais jovens tenham acesso à formação técnica aliada à prática. A medida fortalece a inserção no mercado de trabalho e amplia o papel das cooperativas como ambientes de formação.

Para o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, a medida representa um passo relevante para o cooperativismo educacional. “Este reconhecimento reforça o papel das cooperativas educacionais como agentes fundamentais na formação profissional de jovens e traz a segurança jurídica necessária para que o cooperativismo continue contribuindo com o desenvolvimento social e econômico do Rio Grande do Sul”, afirmou.

Ao integrar educação, desenvolvimento territorial e inclusão econômica, o cooperativismo se consolida como um aliado estratégico diante dos desafios do país. Mais do que ampliar números, as iniciativas mostram capacidade de transformar trajetórias, reforçando que a educação, quando associada à cooperação, ganha escala, propósito e impacto duradouro.


Elaborado por Equipe MundoCoop

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